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Bate papo com Maneva

Este é o terceiro DVD da banda, que estará à venda em formato físico em breve.

O repertório de 19 músicas foi escolhido para priorizar canções inéditas e outras que foram lados b’s de outros discos do Maneva, além de sucessos recentes da carreira. No clima de celebração, fez todo o sentido ter convidados especiais. As também inéditas “Corre pro Meu Mar”, “Mil Promessas” e “Sem Jeito” contaram com as participações dos cantores Gabriel EliasVitin e Rael, respectivamente. “São pessoas que admiramos e são nossos amigos. Tentamos escolher as canções que combinassem com eles. Tanto que todos participaram de músicas inéditas, quase que feitas sob medida”, brinca o vocalista do Maneva.

Com a direção de Rodrigo Giannetto, o DVD tem uma edição cuidadosa, que quase traz o espectador para dentro do show. Aliás, como o show foi acústico, houve uma preocupação da banda em estar mais integrada à natureza. “Buscamos uma interação maior com o meio ambiente, afinal tocamos muito violão em camping, praias e montanhas. Acho que simboliza bem o início do Maneva. Violão e natureza”, disse o vocalista da banda, Tales de Polli.

Além dos vídeos das colaborações, “Corre pro Meu Mar”, “Mil Promessas” e “Sem Jeito”, a banda também disponibiliza “Tô de Pé”, “Cabelo Bagunçado”, “Amor Fora da Lei” e “Minha Mulher”, em seu canal oficial do YouTube.

Junto com Tales de Polli, fazem parte do Maneva Felipe Sousa (guitarra), Fernando Gato (baixo), Diego Andrade (percussão) e Fabinho Araújo (baterista). A banda foi formada há 13 anos, em São Paulo, e é uma das mais ouvidas do país no Spotify, com mais de 1 milhão de ouvintes por mês, além de ter mais de 500 milhões de visualizações no YouTube, 1,4 milhão de seguidores no Facebook e 305 mil no Instagram. “Maneva Acústico na Casa do Lago” é o oitavo trabalho da banda e sucede outro DVD, “Ao vivo em São Paulo“, que foi Disco de Ouro e cuja turnê passou por 23 estados, 140 cidades e trouxe cerca de 1 milhão de pessoas aos shows em apenas oito meses.

A convite da Universal Music Group, a equipe aqui do NationPOP.com bateu um papinho com o Fernando Gato, baixista da banda.

Sabemos que a banda tem influências musicais além do reggae: Como MPB, rock, rap entre outros. Dentre os estilos, quais os principais nomes da música que inspiram vocês nas composições?!

Ah tem muita gente, tem muita gente mesmo. Tem muita gente que a gente bebeu da fonte mesmo, que a gente teve muita influência, tipo, a galera que fez os acústicos mesmo, tem o Cidade Negra, Gilberto Gil, Toni Garrido e outros. E pelo incrível que pareça, eles são mais velhos que a gente, e a gente até tocou muito cover do Planta e Raiz, o Armandinho, o próprio Natiruts, a gente sempre teve muita influência, sempre buscou muito, não copiar, mas a gente acaba tendo muita influência dessa galera que curtíamos.

Ainda falando da composição, temos tanto canções românticas como canções fazendo alguma crítica social. Podem citar pra gente algumas experiências das músicas marcantes da banda e como surgiram? Ex: Pisando Descalço, O Destino Não Quis, Vá Viver etc.

As composições elas sempre partem de uma ideia do cotidiano né, das coisas que a gente vê no dia a dia, histórias de romance, histórias bonitas, histórias de amizade, do prazer de viver a vida né?! Que é o que a gente faz, e o que a gente mais curte fazer, que é se juntar e fazer um som. E vai do momento, tem aquelas vezes que tem alguma crítica social, que as vezes você ta vivendo em um momento que a galera esquece o resto da vida como é o momento que está acontecendo agora e fala muito sobre política, e esses assuntos que não tem nada a ver com a música, mas que acabam influenciando na composição.

E tem aqueles outros momentos que você ta mais numa pegada romântica, você ta mais inspirado pra fazer uma música de um cunho mais romântico, e acaba sendo misturado isso. A gente tem essa vertente, esse lance de fazer uma coisa tanto de protesto e de romance mesmo, aquela coisa do jovem apaixonado, que as pessoas se identificam muito e chegam a dizer que a música foi feita para elas mesmo.

O Tales mesmo que tem uma facilidade para fazer esses dois tipos de canção. E como surgiram: O destino não quis, o Tales fez essa música baseada no filme Cidade dos Anjos; Vá viver, ele fez para a filha dele; E Pisando descalço, é uma música bem antiga, mas ela representa mesmo é o que ela diz na letra mesmo, na época que a gente era um pouquinho mais jovem, não que a gente seja tão velho (Risos), mais moleque sabe? Aquela coisa de pisando descalço no chão molhado, quando você vai pra praia e tem aquele dia que é especial e marcou a sua vida, a letra da música representa bastante mais o que a letra diz mesmo e a fase que a gente tava vivendo na época mesmo.

Como todo artista, vocês começaram com gravações caseiras e a banda ainda não era completa. Você, Tales, imaginou que algum dia a banda tomaria essa proporção absurda que é o Maneva hoje?

Desde o começo a gente já trabalhou com essa ideia de ser uma banda, não digo grande, mas importante, a gente sempre foi um degrau por vez, a gente sempre imaginou e almejou ser uma banda grande, mas não grande de estruturalmente, mas ser uma banda como o Tales sempre diz: “O melhor legado é você ser conhecido como uma banda que tem músicas boas, que ficou pra história, que te inspira de alguma forma, do que uma coisa que fez um sucesso estrondoso”.

Mas a gente graças a Deus até hoje a gente ta conseguindo evoluir de uma forma natural, de uma forma gradativa, mas sempre primando pela qualidade do nosso som, sempre trazer uma coisa nova para o público, sempre misturar as nossas influências, sempre misturar os ritmos. Acredito que é uma coisa que aconteceu naturalmente e se deus quiser continuará acontecendo.

Como vocês se sentem quando estão no palco? Nós vemos que vocês são sempre muito espontâneos e a galera realmente consegue sentir a energia, parecem que estão até ouvindo o álbum gravado em estúdio. Tem alguma preparação especial antes de se apresentarem ou vocês só deixam a música fluir?

É tem todo um trabalho né?! A gente no palco é realmente bem espontâneo sim, porque a gente tem uma preparação, a gente ensaia muito, a gente trabalha bastante, principalmente antes de uma apresentação, antes de uma gravação de um DVD por exemplo.

E ai surge naturalmente, quando você ta preparado, quando você ta se sentindo preparado, você deixa coisa fluir por ali mesmo, você fecha o olho e a gente ta acostumado já com o palco né?! Embora todo dia seja um dia de aprendizado, mas a gente flui normalmente assim porque é natural, é a nossa verdade né?! Não que a gente chegue lá despreparado no palco, a gente trabalha muito antes disso pra chegar lá na hora e passar essa tranquilidade que precisa passar né?!

Hoje, o reggae tem ganhado muita força no cenário musical. As pessoas estão começando a enxergar o Reggae de outra forma, e de certa forma vocês tem influência nisso, com as músicas. Vocês sentem essa responsabilidade na hora de compor alguma canção?

É a gente acaba tendo uma certa responsabilidade, mas não deixar isso comandar. O Tales principalmente que é o compositor da grande maioria das músicas, acredito que ele não sinta que tenha essa responsabilidade, mas ele sabe que acaba tendo um peso né, pra transmitir a mensagem que a gente sempre  transmitiu, e tem que ter um certo cuidado.

Mas acho que acaba que naturalmente, o cenário do Raggae ta mudando e a gente acaba influenciando nisso também. Mas tem muitas outras bandas que estão que tão querendo fazer um som de qualidade também, que estão querendo fazer acontecer e o raggae ta bem mudado nesse sentido, a gente ta aceitando mais, ta mais aberto a mistura de ritmos, ta mais aberto fazer uma música de qualidade, assim com a intenção mesmo de ser grande, assim como os outros estilos

Pra Terminar, o que o Maneva representa na vida de vocês? Levando em conta até o significado da banda. Um desafio: Tentem citar uma palavra positiva para cada letra da palavra M-A-N-E-V-A.

Uma coisa que eu acho que posso falar por todos é que o Maneva é a nossa vida né?!
Que a gente se entregou desde o começo, a gente entrou de cabeça, sabíamos as dificuldades de fazer música independente no Brasil, principalmente o raggae, mas representa pra gente um sonho que a gente ainda ta realizando, cada dia é um passo a mais, cada dia é um sonho realizado.

É um desafio?

M já é M de MANEVA mesmo. Que é, nada mais positivo que esse nome, MANEVA em modéstia parte.

A de AMOR, B de Baixinho (Desculpa, Risos!! Eu não resisti).

N? Novidade, acho que é o nosso som, a gente ta sempre trazendo coisa nova, a gente ta sempre procurando surpreender a galera com nosso som, com misturas,

E de Espetacular estar aqui dando essa entrevista para vocês

V? Bom, V é complicado (Risos!), V é vida, é a nossa vida, verdade, vitória

A de atitude que é o que sempre regeu nossa carreira, a gente sempre foi de peito aberto, sempre buscou o melhor, a melhor estrutura para fazer nosso som, evoluir e sempre com atitude.


Deixo aqui meus agradecimentos a Universal Music Group que está com o NationPOP sempre e ao pessoal do Maneva por disponibilizar esse tempinho na sua agenda e conversar conosco. E a Nicole (aqui da redação) que colaborou com a perguntas.

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Gabriel Lucas

Olá, sou o Gabriel Lucas (@oarapuka), tenho 22 anos, tão eclético quanto a esse site, falo sobre um pouco de tudo. Vamos ser amigos? Me chama em qualquer canto usando o @oarapuka 😀
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